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OLHAR AZUL = TÂNIA AILENE

Olhar Azul
Tânia Ailene


Saudade onde andas?

Beleza do querer, querendo.

Saio em vazios, falando sem razão.

Hoje apesar de todos os pesares tento me erguer.

Brilhante de disparates, mascarado, domador.

Amor de morte, ateio fogo,

Fez me dobrar com esperança.

A força que tenho hoje,

é em pensar que lembro, com tanta saudade,

coisas que nos fizeram tremer.

Será que um dia vai ouvir, pensar,

entender gestos, que ficaram no ar.

Uma luz diz:

A boca que fala é a que cala,

sedução, frenesi, escolhida com esplendor.

Um olhar de pérolas azuis,

Sinto traduzir sentimentos de gostar,

respeito a pedidos.

Como seria a terra vista pelo seu vocabulário,

Satisfeito por conversas interrompidas.

Parece exato gostar do seu azul,

aperto mãos, peito, tranco vida, sentimentos.

Satisfaço outros,

invadida, roubada, mutilada, revoltada pela dor.

Hoje se pudesse, tu terias a rosa mais linda.

A paz que no abandono

Te roubei e fui roubada...


18/09/2005


Tânia Ailene Nua Poesia
Enviado por Tânia Ailene Nua Poesia em 10/04/2006
Código do texto: T136867
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Sobre a autora
Tânia Ailene Nua Poesia
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
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Tânia Ailene Nua Poesia