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A lágrima

   Eu estava com você, ao redor, várias pessoas,

   De repente uma palavra foi dita e bateu naquele neurônio,

   Que comanda a liberação da água do olho sem controle!

   Ela veio quente e invasiva lá do fundo,

   Encheu toda cavidade colorida do meu olho  e ficou ali.

   Sem piscar te olhei, mas ela de repente, indiscreta

   Rolou pela minha face. Bem rápido passei a mão, inutil-

   mente.

   Porque  ela já estava percorrendo meu rosto rumo à minha

   boca.

   Ali se alojou e como um olho d'água se infiltrou

   Rumo à lingua,senti seu gosto salgado e desagradada pensei

   Agora não, emoção, não é hora de chorar.

   Há muita gente que olha, que espia e que comenta: olhe ali

   está alguém que ainda  chora, por quê será e seguem  seu

   caminho.
 
   Niguém têm tempo para pensar, nem eu para chorar!

   Mas daí já era tarde a gota decera pelo caminho do esque-

   mento!

   Nem você disse nada, só o silêncio acompanhou a morte

  dela no céu da minha boca!






Marla
Enviado por Marla em 17/04/2006
Reeditado em 18/04/2006
Código do texto: T140806

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Sobre a autora
Marla
Porto Alegre - Rio Grande do Sul - Brasil
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Marla