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PODIA ESTAR


Com ela à minha frente
Fumando e bebendo
Como antigamente
Numa espécie de sedução
Que já não se usa
Que dizem decadente

Podia estar

Bem no meio
Ou na ponta de uma paixão ardente
Incinerando a alma
Mas tendo a certeza
Que o amor não seria caduco
Seria permanente

Podia estar

Numa cama com ela
A fazermos coisas da mais suprema perdição
Intimidades para os dois
Mas não para aqui
Pois esse tipo de sentires
Nunca me a escrita e os poemas ocuparão

Podia estar

Com imensos pudores
Para vos revelar
Alguns aspectos da minha intimidade
Não estou a ruborizar
Não vos revelo apenas
Porque isso apenas não faz parte da minha intimidade

Podia estar

Realmente agora nos braços de uma mulher
Ou ela nos meus
Porque nunca soube resistir
A certos encantos teus
Porque te perdi para sempre num dia esquecido
Em que escreves-te no céu
Que não querias estar mais comigo
E não estou também
Pese embora com alguma dor
Porque nunca gostei de escrever a dois
Pois isso é impossível
No teclado do meu computador
E por razões incógnitas
Que pertencem ao Deus dos Crentes
Que definiu a companhia em mim
Ser intermitente
E a solidão
De certa forma a minha companhia de sempre ao acordar
Pela simples e única razão

Que podia estar…
Miguel Patrício Gomes
Enviado por Miguel Patrício Gomes em 18/04/2006
Código do texto: T140951

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Sobre o autor
Miguel Patrício Gomes
Portugal
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Miguel Patrício Gomes