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Promessa

Depois que por tanto tempo sofri.

Vim aqui lhe confessar o que sempre senti.

Não nego que da primeira vez que a vi,

Achei-a frívola ,

Como as outras,

Mas quando com você convivi ,

Vi que era melhor do que todas.

Seu sorriso era diferente,

Quando sincero.

Seus olhos eram mais belos ,

Não possuía neles ganância.

Ate quando tua face exprimia intolerância,

Para mim era a mais bela das artes.

Era a única que me fazia rir.

Era única que quando chorava.

e fazia desejar

abraça-la

e fazer teu agressor ,

ate se fosse eu mesmo,

sucumbir

quantas noites em claro passei .

pois minha teimosa subconsciência

insistia teu nome repetir ...

e por mais que eu pedisse clemência

ela me fazia lembrar :

teus olhos,

teus cabelos,

teu cheiro,

teus lábios.

aqueles que nunca pude tocar.

e não dormia ,

por medo,

de tua lembrança meus sonhos violar,

e eu por gosto que eu teria

nunca mais meu corpo acordar.

De repente notei

Que com teu jeito me cativei.

Foi ai que a afastei.

Tentei lhe por defeitos.

Chamava-a de fraca ,

Você se tornava forte .

Então Chamei-a irritante.

O que não era de total mentira .

Me irritava sim

Por me fazer sentir fraco

Tolo

Vulnerável

Sentimento intolerável

Para mim que sempre fui sonhador.

Imagine então meu horror

ao descobrir que te amava.

eu fugi

por medo novamente

como podia que ficasse comigo pedir

se não tenho certeza

se ate amanhã viverei?

Entre lagrimas eu me jurei

Que se necessário para sempre te esperarei

Novamente te ofendi

na esperança de que assim me esqueceria

E tua vida poderia seguir

Sem que eu e minhas idiotisses

novamente cruzassem teu caminho

Afim de não te fazer novamente sofrer

Fui, e meus sonhos realizei

Es que minha consciência se fez perceber

E novamente teu cheiro

Tua pele

tua boca

Meu desejo

Agora que sobre minhas costas não havia peso

Porque não?

Retornei

Para descobrir que minha promessa não tinha cumprido

E pela primeira vez em anos chorei

Como pode ser tão difícil?

Logo eu que tantas batalhas ganhei

Que pessoas medonhos enfrentei

Que um mundo inteiro percorri

Que sempre venci sozinho

Não consigo vencer

A vontade do destino?

E mais uma vez chorei sem razão

passai noites em claro pensando na minha promessa

pensei em desistir

mais não agora

uma coisa que a vida me ensinou foi nunca desistir

entaum vou seguir a vida

sem destino

sem um caminho

como sempre sozinho

mais um sonho ainda não foi realizado

viver junto a ti ao seu lado...
Danilo Assis
Enviado por Danilo Assis em 19/04/2006
Reeditado em 29/04/2008
Código do texto: T141689
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Sobre o autor
Danilo Assis
Espírito Santo do Pinhal - São Paulo - Brasil, 34 anos
8 textos (543 leituras)
1 e-livros (40 leituras)
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Danilo Assis