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SUPLICANTE


juiz de meus atos,
censor de meus pensamentos,
crítico de minhas palavras:
amo-te de qualquer jeito!

reprovando o que faço,
condenando o meu pensar,
desmentindo o meu dizer:
amo-te de qualquer jeito!

o fogo da tua inquisição
preserva-me a alma, incólume.
a paixão grita em meu peito:
amo-te de qualquer jeito!

censurada, reprovada, condenada...
ainda que eu te aborreça,
mesmo que enlouqueças:
ama-me de qualquer jeito!
Rosane Coelho
Enviado por Rosane Coelho em 23/04/2006
Cˇdigo do texto: T143830
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Sobre a autora
Rosane Coelho
Niterˇi - Rio de Janeiro - Brasil, 62 anos
883 textos (38595 leituras)
1 e-livros (108 leituras)
(estatÝsticas atualizadas diariamente - ˙ltima atualizašŃo em 09/12/16 19:23)
Rosane Coelho