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Inquietude

Ao surgir d'água vejo o brilho
de augustos talos de lírios
em curvatura de donzela
e altivez de senhora;
no múrmurio gotejante da tarde
em brisa mansa e serena
mergulho mãos inquietas
no desalinho das algas
entrelaçadas às areias
numa doce mescla de cores
onde pés buscam arrimo
e braços o natural enlace
do sal da terra e mel do mar
em certeza incomum e leves esperanças
de lágrimas sofridas e riso recolhido
donde, na candura de um feliz momento,
sei não ter senão o soluço abafado
pelo tanto vivido em desencontros doces
e amargos beijos de culpa adormecida
julgando que a cada fala macia
esconde-se o fel do arrependimento
no fitar do olhar que me acusa.

Maria Luiza de Monteiro Marinho
Enviado por Maria Luiza de Monteiro Marinho em 04/05/2006
Reeditado em 07/05/2006
Código do texto: T150270

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Sobre a autora
Maria Luiza de Monteiro Marinho
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
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Maria Luiza de Monteiro Marinho