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Poema 0678 - Amar-te




Poderia te amar, mesmo que não existisse amor,
inventaria em mim a infinita ausência,
o beijo, a água do banho, a toalha e o te amo.
Serei eu, somente para ti um homem especial,
querer-te para meu sempre... como te amo.


Posso ser criador de nada, apenas amante,
voltar meus olhos somente ao teu corpo,
esquecer as mãos entre tuas pernas,
fazer de ti minha mulher,
até que... até quando... até sempre...
 
 
Posso agora ser teu único amor,
faço o universo girar ao redor de nós,
e amar, e amar, e amar,
até que a noite volte amanhã, nada vai mudar,
o sol, a lua, o sal, o mar, meu amar.


É, poderia eu fazer qualquer coisa por amor,
amar como amo uma única mulher,
caminhar lento sobre tuas vestes coloridas,
olhar o azul marinho do teto,
é simples ler o amor como está escrito no teu corpo.


 Deixo as palmas das mãos viradas para meus deuses,
peço perdão por erros de amantes sem conceito,
pelas palavras ásperas das quentes noites de solidão,
pelas flores do vaso da sala que secaram a tua espera,
a rua, a casa sem numero, a demora para chegar.


Ama-me, faça teu amor existir no meu,
distribua teus sentimentos entre o ter e o ser,
siga o destino da amante, da mulher,
doe-se sem limites, pura e sem pudor,
quando a noite vier estarei ao teu lado, dentro e fora.


05/05/2006
Caio Lucas
Enviado por Caio Lucas em 05/05/2006
Código do texto: T150682
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Caio Lucas
São Paulo - São Paulo - Brasil, 68 anos
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Caio Lucas