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Amargo Vício

Da janela, pensativa,
olho o tempo que - em vôos ,
se esvaí na lentidão dos loucos
e a presteza dos amantes.
Onde estará aquele amor
que um dia foi meu
e, sem que percebesse, morreu
na morna passagem dos dias
Procuro enxergar em mim
traços do que fui um dia
e encontro uma alma fria
sem tormentos da paixão
O que houve com nós dois
que planejamos vida dividida
e agora, com alma doída
sigo só, em passos tristes
num pranto solitário,
em busca do amanhecer
lutando pra não ceder
ao desejo de mais uma vez
me atirar ao amargo vício
de ser amada nem que seja
pelo ínfimo e passageiro instante
que dura seu beijo e seu prazer.
 
Maria Luiza de Monteiro Marinho
Enviado por Maria Luiza de Monteiro Marinho em 08/05/2006
Código do texto: T152782

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Sobre a autora
Maria Luiza de Monteiro Marinho
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
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Maria Luiza de Monteiro Marinho