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Escrava

Me chama ao telefone
e ouço, submissa,
suas ordens costumeiras,
deixando que o rubor
se espalhe por meu corpo
em rios sensuais
e prazer ofertado
de quem, há muito,
enfeitiçou minha alma
cegou meus olhos, domou meu querer
Estou entre as paredes do mundo
vivendo cegamente este amor
e no turbilhão das noites
no urgente entrelaçar de corpos
já não sei mais quem sou
No clarear da manhã
sinto que meu tempo se esvaí
e eu, pobre amante,
sigo querendo mais a cada dia,
temendo a hora em que renegará
esta vida que tão loucamente,
tão completamente lhe dei!
 
 
 
Maria Luiza de Monteiro Marinho
Enviado por Maria Luiza de Monteiro Marinho em 09/05/2006
Código do texto: T153301

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Sobre a autora
Maria Luiza de Monteiro Marinho
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
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Maria Luiza de Monteiro Marinho