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FLORES DE UM JARDIM QUE NUNCA EXISTIU

                                                 
                             
             
                                     

Não sei se prossigo
como essa insanidade toda,
procurando ansiosamente
o que sei que não vou encontrar,
então para quê perseverar?

Não sei se fecho os olhos
e deixo me levar
na correnteza da vida.
E depois, quando parar,
ouvirei no silêncio alguma coisa
dizendo que sou um estranho,
que estou sozinho e que
em tempo algum ninguém me amou.


Assim, por que a pressa,
por que o desespero,
se tudo o que tinha
permaneceu do outro lado...
sem chance de nada mais encontrar?

Se amanhã um ente real cobrar
o que fiz, o que construí,
o que depor se nada vi
e nada sei...se não vivi?

Não trago comigo lembranças,
apenas um vácuo que domina,
que escraviza, que desliza
soberba sobre minha alma cansada,
que grita solta pelo infinito
sem ninguém ouvir.

Tento despertar desse sonho
pertubador, dessa forma de ser
que aos poucos vai dilacerando
e acabando com minhas esperanças.
Ah! esperanças...e eram tantas...

E eu que queria ter paz,
presenciar meu sêmen
germinar,ver brotar
todo um sentimento,
colher flores que plantei
no jardim que um dia
em pensamentos edifiquei..














 
 

Wil
Enviado por Wil em 10/05/2006
Código do texto: T153646
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Sobre o autor
Wil
São Paulo - São Paulo - Brasil, 81 anos
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Wil