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Poema 0691 - Como os desejos

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Sou imperfeito quando caminho pela vida,
sem rumo, sem notar meus erros,
abro espaço apenas para loucura de sonhar,
não vejo ondas sem o mar, fogo sem o sol,
quero ser brilhante, mas o que faço?
Levanto e vou...


Deixo o repouso desta inerte vida,
desfolho as arvores que um dia plantei,
não deram frutos, não tinham sombra,
eram como eu sempre fui, pouco,
sou um menino em minhas ações,
o homem que toma decisões fortes,
sem perder a suavidade e os sonhos do amanhã.


Quero uma casa amarela, pequena,
que caiba meu amor lá dentro
e minha amante,
linda, caminhando lado a lado,
faz-me sentir vivo a cada segundo,
este é um sonho apenas de sonhar uma noite,
amanhã estarei pronto a construí-lo.


Da paixão do adulto que volta o tempo
nada é tão perfeito como o desejo,
faço da manhã, noites, da tarde, ontem,
lembro nosso caminho aberto a beijos,
o carinho próprio em lugares impróprios,
o irresponsável vermelho que aparece no rosto.


Plantei flores noite passada, amarelas claro,
foi em meu sonho, como da minha casa,
paredes não muito novas, limpas de dias velhos,
prateleiras cheias de papéis escrito ''te amo''.
Ainda não desenhei a rua que moro,
tenho somente a casa amarela e meu jardim.


Não deixo que os limites parem meus desejos,
nem o amor que sinto pela mulher que vem toda noite
em meio ao nevoeiro caminhando lento,
seus cabelos claros balançam devagar,
no alto do rosto vejo a luz dos teus olhos,
brilhantes, como meus sonhos, como os desejos de agora.


15/05/2006
Caio Lucas
Enviado por Caio Lucas em 15/05/2006
Código do texto: T156455
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Caio Lucas
São Paulo - São Paulo - Brasil, 68 anos
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Caio Lucas