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Entardeceu.

Entardeceu. E todas as folhas continuam nas
Arvores imponentes que antes dobram
A esquina que se esquiva nas calçadas das
Tempestades que suspendem as folhas
Que agora saem, ainda esverdeadas

E quando pela primeira vez eu saio
Pra ver o tamanho da tua saia
Afora a tempestade eu raio, e a chuva
Nas lama-poças que escorrego e caio
Por minha prisão não limitada

E os sonhos saem da cabeça e viajam
Nas calhas nas ruas nas faixas nos faróis
E estes que se vão, não muito alto sobem
A cabeça que está no chão, cheia de terra
E cheia de água , e o amor se dá nos degraus

E nem na escada teu amor me perdoa
Talvez eu te faça rir, ou talvez eu sempre te desconcentre
Talvez eu que sempre ande a toa
Talvez, mas não diga que talvez eu te
Ame em nossos sonhos ainda abertos

E os sonhos ascendentes chegam aos telhados
E lá permanecem acomodados, e uma
Aula de amor pros pontos de cor que
Que embaixo não conhecem a força do nosso
Que rasga o peito e invade o vosso

Mecê não sabe de quem fala, pois acima
Do telhado há chuva e bate frio
frio no telhados onde há chuva
E você não deixa esvairá-se como
Por entre meus dedos, parte sua.

E quando bate o silêncio, também vem
O calor dos braços teus que me consolam
Calado descubro tuas lágrimas, Chuva.
E sempre entardecia num eterno sol
Posto. Entardecia, a tarde linda, seu rosto.

Vem cá meu bem aproveitar nosso sonho
ainda aberto!
Vem cá meu bem que eu me perco num
mar seco sem você por perto.
Vem cá meu bem que minha estrada de
mil milhas assim sem tu fica um longo deserto
Vem cá meu bem que meu futuro já sem
caminho, sem tua guia proba tem limites não limitados tão incertos.

Vem cá meu bem me ajudar a compor
meu mundo e rimar teu nome num cantinho todo seguro de qualquer verso
Vem cá meu bem que eu estou ainda
seguro em vida e não quero sem tua atenção com ela fazer o inverso
Vem cá meu bem que eu to me prendendo
em tédio e solidão e meu mundo está muito pequeno me mostre o universo.

Vem cá meu bem que eu adoro te deixar
sem graça e ver tuas bochechas muito coradas
Vem cá meu bem que eu preciso mesmo
 que a raspa do teu amor pra minh`alma a tua ficar acorrentada
Vem cá meu bem pra você me ensinar o
que é carinho, vem cá pra você ser eternamente abraçada
Vem cá meu bem pra eu te cobrir de beijos,
e acalmar tua alma cansada
Andrié Silva
Enviado por Andrié Silva em 21/05/2006
Código do texto: T159957

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Sobre o autor
Andrié Silva
Salvador - Bahia - Brasil, 27 anos
912 textos (98453 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 06/12/16 04:14)
Andrié Silva