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Poema 0698 - Prosa de amor



Nota-se que a lua é de papel,
quando os sonhos viram ar no vai-e-vem,
o sol uma embalagem de bom-bom
e a noite nem frio tem.


A chuva não cai no telhado,
sobe que nem vento furacão,
faz as nuvens enrolar
como o amor com minha paixão.


Misturei os dias com as horas,
o sentimento dei de presente,
mas não pude lhe tocar,
todo instante estava ausente.


Às vezes o amor me assusta,
fazendo o sonho ficar pesado,
grito a falta que ela me faz,
penso até que andei amando errado.


Hoje estou sozinho cheio de amor,
que faz logo meu sangue ferver,
faltam dias pra parar a saudade,
que tantos este mês pode ter.


Todo mundo vai pro mesmo caminho,
nenhum me mostra o mapa de papel,
quero ver se encontro meu amor,
naquele lugar azul que ela disse que é céu.


Esta noite vai ser longa,
queria que fizesse um pouco de calor,
mas de paixão que nos enrola na cama,
não desse agora que só me faz dor.


Volto quando ouço qualquer barulho,
abro as portas, as janelas, fica tudo a fazer,
olho lá distante antes da curva,
pra ver se a sombra dela começa a nascer.


É a saudade que quase me mata,
não sei qual vida é de verdade,
quando penso que o amor está perto,
assusto-me com outra realidade.


O sorriso foi embora como fumaça,
este é o mundo louco que nasci,
tem tudo que todo homem sonha,
só não tem mais o amor que pedi.


23/05/2006


Caio Lucas
Enviado por Caio Lucas em 23/05/2006
Reeditado em 23/05/2006
Código do texto: T161447
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Caio Lucas
São Paulo - São Paulo - Brasil, 68 anos
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Caio Lucas