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ELOGIO DOS TEUS SEIOS

Este poema é de Belém do Para, entre 1960/1962. Eu teria meus quarenta. A amada, se muito 18. Não o vejo em nenhum dos livros. Perdeu-se?

A leitura, agora, de um poema com esse título, arranca-o do recanto dos escondios cerebrais. Coisa extraordinária o cérebro. Não vou garantir que o encontro inteiro. Sirva-me como lição, só agora, aos 86 anos, de que os escondidos da mente humana são insondáveis e são extraorinários. Nota de 22 de maio de 2006:
 
Teus seios são dois poemas
de perfeição infita.
Dois diamantes, duas gemas,
ouro de lei em pepita.
 
Perfeição da natureza
entre o roxo e rosicler.
Nunca vi tanta beleza
noutos seios de  mulher.

Ao toca-los com os dedos
têm um frêmito supino
de que não guardas segredos
- são cordas de violino

Duas pérolas divinas
para enfeitar o teu colo...
Sazonadas tangerinas
para os lábios de um Apolo!

Deus nos levasse ao Eterno
com eles ao nosso gozo...
Purgatório, céu, inferno,
nada importa ao amoroso.

Bastava que a nossa idade
não se passasse ao depois...
Que Deus, que a Eternidade
rolassem sobre nós dois...

joaojustiniano@terra.com.br
www.joaojustiniano.net
João Justiniano
Enviado por João Justiniano em 23/05/2006
Reeditado em 23/05/2006
Código do texto: T161635

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Sobre o autor
João Justiniano
Salvador - Bahia - Brasil, 96 anos
619 textos (19611 leituras)
13 e-livros (1027 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 10/12/16 07:02)
João Justiniano