Capa
Cadastro
Textos
Áudios
Autores
Mural
Escrivaninha
Ajuda
Textos
Texto

Óleo de linhaça

A rua vazia com canto do silêncio gritando
Nos nossos ouvidos só escutamos ventos
Mas, não são os ventos, é o vento. Que
Corre os corredores filhos dos prédios
gigantes, e se eu Arcadista, seria eu Dom Quixote

A rua é vazia por quê a lua é cheia, e corre
Teus ventos que fazem das ruas veias
E das pessoas, ilustres pessoas. Sós.
Por está só uma pessoa é ilustre? Não quero
Ser ilustre, quero chuva. Que caia quando
Estivermos voltando da padaria, que
Que eu não sinto frio, antônimo de amor...
Que além do teu cheiro de flor, tenho
Rosto molhado e tuas mãos, meu calor

É noite e alguém suspira sozinho
Alguém está só na poça que pisamos
no meio do caminho
Quando seco no fundo das poças
A terra que é pura poeira, vira pó
Eu o pulmão que o respira faz-se todo em nó
Vou eu contigo não sei como
Como não sei como antes tu eras só.

A rua várzea e eu deixando cair meus pedaços
Líquidos do amor fértil e verde
Se íamos, Íamo-nos com as mãos juntas
E os dedos da tua mão minha Eu que
Agora fiquei com dez dedos numa mão
E você nenhum, no mesmo momento
Que eu te dou todos e fico sem nenhum.

E se não existisse estradas? Ficaremos
Eu e tu pensando como os homens primitivos
Antes do fogo... Como ficavam a noite
Naquela escuridão, como eles se escondiam
Do Perigo... Que perigo? Eles dormiam...

Eu fico com o meu terror filosofia alma grande poesia
E vimos a cidade de cima, e Bauru e gostoso
Pela tuas mãos? E que nem o conhecia
Luzes amarelas das casas-janelas, só janelas

Há muitas coisas fúteis na vida meu amor
Há muitas coisas úteis,mas sem valor
Há mitos, há estórias, Zeugmas, elipses
Prosopopéia, e outros monstros deste tipo
Eu te amo e quanto tempo sustentaremos esta situação?
Até o final dos tempos? Ou contra os sinos do mesmo?
Os sinos apressados. Nossa tela resistirá
Eu assinei teu nome no sorriso que você me deu
E nas lições que você me prometeu, eu aprendi.
Eu abrace. E quando veio a água, eu perguntei
O que era óleo de linhaça... Eu dissolvi
Tua tristeza, então você disse rindo
Que óleo de linhaça é um solvente
Eu derrubei ele todo sobre tuas telas,
Desculpe, sou mais um menino apaixonado
Digo, desastrado...

Andrié Silva
Enviado por Andrié Silva em 27/05/2006
Código do texto: T164201

Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original (Andrié Keller ( baadermeinhofblues@hotmail.com ) Brasil - http://www.recantodasletras.com.br/autores/andrie). Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas.
Enviar por e-mail
Denunciar

Comentários

Sobre o autor
Andrié Silva
Salvador - Bahia - Brasil, 27 anos
912 textos (98494 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 10/12/16 07:30)
Andrié Silva