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Espelho d`água, a luz dos rochedos

Não acostumei com nada
Que venha de você, quem sabe por medo
Ou por preocupação. Quem sabe?
Eu sei, por amor.

Não me acostumei com as coisas que tu
Fazes por mim, Ainda não estou acostumado
Em ser amado, não estou acostumado
Acostumado a ser feliz.
É tão estranho amar e ser amado.
É tão estranho.

Não me acostumei com meu português
Polido pra você
Não me acostumei a modelar teu corpo
Não me acostumei a sentir teu cheiro
E ser acariciado, não .

Não me acostumei com pincéis, e tintas
E desenhos amassados
Não os jogue fora, e os quero pra mim
Não me acostumei com teu olhos castanhos
Não me acostumei com a tua respiração
Deixando minhas tardes mais agradáveis
E minha boca mais quente
E minha boca mais úmida
E minha boca calada

Não me acostumei a te chamar
Pelo apelido que te dei querida. E nem
Me acostumei a ficar na tua mão
Ou sob tuas ordens, mesmo que você não saiba

Não me acostumei ainda com nada
Que venha de você, quem sabe por segredo
Ou por pudor. Quem sabe por paixão?
Acho que é por amor, e quem sabe?
Eu sei.

(Se possível, comentem os poemas, pois eu fico impossibilitado de saber se as pessoas gostam, ou não. Por favor se puderem dizer pelo menos se gostaram, ou se o contrário aconteceu e fico grato.)
Andrié Silva
Enviado por Andrié Silva em 28/05/2006
Código do texto: T164558

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Sobre o autor
Andrié Silva
Salvador - Bahia - Brasil, 27 anos
912 textos (98431 leituras)
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Andrié Silva