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MULHERES QUE AMAM

Escrevi meu poema com a água do mar
Para que ele o leia devorando
O sal das palavras a flutuar
Em cada verso como brisa beijando,

Lábios quentes em desejos violentos,
Que acendem e ecoa o clangor
De clarinetas em hinos de ritmos lentos
Festejando o nascimento do amor,

Em noite de estrelas deslumbrantes.
Cada verso tem melodia de mares,
E dito na voz de sagrados infantes
Tem sabor de frutos singulares.

Intuí meu poema a escalar penedias
Com palavras que são grito humano
Da mulher que ama todos os dias
O homem inconstante como os oceanos,

Que se espraia e deixa onde não existia
A saudade, retida entre os juncais,
Da espera que se vá a calmaria
Com a tempestade dos seus olhos fatais.

20/02/04.
Maria Hilda de Jesus Alão
Enviado por Maria Hilda de Jesus Alão em 13/05/2005
Código do texto: T16774

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Sobre a autora
Maria Hilda de Jesus Alão
Santos - São Paulo - Brasil
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