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UM COPO D'ÁGUA, URGENTE!

                        "traga-me um copo d'água,tenho
                         sede e essa sede pode me matar"
                        (Dominguinhos/Anastácia)


Estou ficando louco/ estou ficando pouco/ daqui a momentos eu sumo/ já estou sem rumo/ talvez vire poeira e vá ventania/ talvez vire frangalho/ areia/ e acabe na praia.

Saio por ai/ sem violão/ sem tamborim/ em toda casa eu bato/ toda viela eu entro/ em todo gueto eu grito/ em toda roda eu paro e desafino o samba/ no seu encalço eu fico.

Se te ligo meu telefone fica sem linha/ te conecto e minha telepatia falha/ se bato tambor/ meu coração desanda/ se te mando sinais de fumaça você acho que é nuvem que é chuva

Se te mando poemas eles não rimam/ minha canção destoa/ minha prosa não te agrada/ minha estrada virou vereda/ desvio/ meu rio é o Tietê/ afasta-se do mar/ sem ti falta ar.

Assim eu fico sem tino/ desando/ e nem Freud dá jeito/ por isso te peço não me perca/ me acene/ me chame/ inflame/ me leve contigo pra fogueira/ me ame/ me leva pra praia

Se você quiser vou até aí/ seja no campo/ na roça/ na cidade/ solto rojões/ faço o alarde/vá logo me ache/ saia da caverna/ do casulo/ não me deixe bobo/ solto feito pipa no ar.

Estou árido/ sou deserto/ eu tenho sede/ faltam nuvens/ falta água/ tua boca pra beijar/ quero-te oásis/ o édem do teu olhar/ o úmido do seu corpo/ um copo d'água por favor.

Raul Los Dias
Enviado por Raul Los Dias em 05/06/2006
Código do texto: T169671

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Sobre o autor
Raul Los Dias
Argentina
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