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AMORZINHO


Amorzinho,

Não fique triste, não se separe do sorriso,
Vamos brincar de fazer a vida ser ouro, não prejuízo,
Ouçamos os poetas que cantam nos corredores dos sonhos,
Se lembrar bem faz à alma, fomos nós nunca tristonhos...

Amorzinho,

Tragédia são coisas que muito bem os gregos contar sabiam,
Da infeliz Jocasta que dá seu filho à um pobre pastor,
À triste Antígona que nem seus gritos na caverna ouviam,
À um pobre Prometeu que ceia foi à um pássaro voador...

Amorzinho,

Sei que o amor não é mais coisa como que antigamente,
Que amores virtuais povoam secretos sonhos e mentes,
Que Eros se despede e nem um pequeno beijo experimenta,
És como Electra que a virgindade o trabalhador nem tenta...

Amorzinho,

Vem cá, vem; cá vem, neném,
Se aninhar toda nos braços meus
Que sempre e tanto foram só teus
Os laços que só te fazem bem...

Amorzinho,

Desmancha essa pressa e dá
Um jeito de se entregar,
Jura-me eterna como minha amante
Que te serei o teu amor constante...

Amorzinho,

Desfaça as malas da tua ilusão,
Vem cá pra sala, vem rolar no chão,
Que ao teu beijo serei ofegante
Como me fôra o prazer pulsante...

E,
Despetalados num bem-mal-me-quer,
Seremos palco da pura emoção
Que invade e toma tudo o que quiser
E enfim dois vira um só coração.


Preto Moreno
















 
Preto Moreno
Enviado por Preto Moreno em 08/06/2006
Reeditado em 08/06/2006
Código do texto: T171844

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Sobre o autor
Preto Moreno
São José do Rio Preto - São Paulo - Brasil
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