Capa
Cadastro
Textos
Áudios
Autores
Mural
Escrivaninha
Ajuda
Textos
Texto

ALGEMA A MINHA MÃO

Como poderia eu estar pejada?
Que fiz para originar esta cara zangada?
Eu sei, desconfias de mim!
Amaina a cólera, olha o mundo e seus lumes,
Não te percas no inferno dos queixumes,
Nem cantes esta ladainha sem fim!

Não te traí, o meu caráter eu conheço,
Esta torpe acusação eu não mereço,
Ter amizades não é prevaricar,
Mas para ti é sinônimo de crime,
Este sentimento tão sublime,
E a troca de um olhar...

Não te lembras, claro, esqueceste,
Quando por outra, desapareceste,
E por ciúme perdi o hábito de sorrir?
Agora me julgas com raiva intensa,
Como severo juiz determinaste a sentença,
Mas, à ré, não queres ouvir...

Eu daria minha vida,
Para que entendesses a minha lida
De dores e sofrimentos evitar,
De não partir o elo de amizade tão formosa,
De que tudo voltasse a ser cor-de-rosa,
E, ao amigo pivô não ver chorar...

Deixa de bobagens! Prende-me nos teus braços,
Vivamos de novo em longos amassos,
Reforcemos nossa estremecida paixão:
Deixa que te beije, levanta esta fronte altiva,
Porque, por ti, tenho a alma cativa,
E com a tua, algema a minha mão...
Maria Hilda de Jesus Alão
Enviado por Maria Hilda de Jesus Alão em 18/05/2005
Código do texto: T17659

Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original (Cite o nome do autor). Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas.
Enviar por e-mail
Denunciar

Comentários

Sobre a autora
Maria Hilda de Jesus Alão
Santos - São Paulo - Brasil
848 textos (343231 leituras)
19 áudios (10580 audições)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 07/12/16 22:38)
Maria Hilda de Jesus Alão