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MARINHEIRO ERRANTE


Quando barcos navegam
por horizontes longínquos
rotas longas,
à procura de novas terras...
transponho-me a outros mares!
A minha razão vaga à mercê das ondas,
Enclausurada,
nessa barcaça imunda.

Haverão de existir
outros mares errantes,
outros olhos náufragos,
onde minha alma se afunda
e procura incessantemente – tua alma!

Buscarei outras terras, outros mares.
Novas cidades, outros olhares...
Por onde eu possa passear,
em ondas
abertas, geladas e calmas.

A vida renova
a cada manhã,
e o mundo inteiro
peregrina por este caminho
na primeira hora marinha.
Abraço seu reflexo na solidão do mar!
Mas até quando meu coração me leva?

Aonde quer que meu barco aporte,
em qualquer lado do oceano,
além daqueles horizontes onde minhas vistas enxergam.
Minh’alma navega solitária e triste!
Eu sempre sofro ao mirar a grandeza
dos oceanos desconhecidos,
pelas ambições das almas naufragadas,
pelo desafio das águas
em que minh’alma cavalga.

Se ao acaso
avisto uma ilha,
não disperso o sonho
de te encontrar, oh! Minha amada,
em minha próxima parada.

AVIENLYW -(04/07/1979)

WILDON LOPES
Enviado por WILDON LOPES em 18/06/2006
Código do texto: T177934
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
WILDON LOPES
São Paulo - São Paulo - Brasil, 57 anos
269 textos (14476 leituras)
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