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Velho violão

Conchegava-se a fresca da noitinha
ao portal da minha querência
onde debruçava um violão que vinha
me acompanhando na vida a eflorescência.

Desafinado, me olhava das trevas do tempo
condoído pela dor que o peito me resserra,
como se quizesse, nas cordas, me passar alento,
me esbrasear a alma, quedar-me nessa terra.

Nas minhas penas, o mais sincero confidente;
quando eu flanava, desatinado e intranquilo,
um acorde no silêncio atroz se fez latente.

Hoje, uma trenodia no violão se faz presente
e não me importo mais se não ouví-lo,
pois vou me aquerenciar num som onipotente.
Chaplin
Enviado por Chaplin em 23/06/2006
Código do texto: T181120
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Sobre o autor
Chaplin
Rio Grande - Rio Grande do Sul - Brasil, 71 anos
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Chaplin