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O JARDINEIRO




O jardineiro recolhe corações puídos
Sob o orvalho doce de um dia ido
Enquanto observa variáveis do vento
Elevando folhas do duro cimento
Depositadas ali como vestes de primaveras...

Sabe que o mar traz a brisa salgada
Em colheres de sopros nessa madrugada
Que ao amor esquecido na varanda imensa
Resta a pálida voz de claridade densa
Recitando versos e fragmentos e quimeras...

Posto que ao amor nada resta senão
Por seu jardineiro de invenções
Reparar os danos de cada coração

Posto que em sua oficina de carne e neblina
Resta-lhe de pé ainda
Pálido ramo de paixão.


Preto Mmoreno

 
Preto Moreno
Enviado por Preto Moreno em 24/06/2006
Código do texto: T181550

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Sobre o autor
Preto Moreno
São José do Rio Preto - São Paulo - Brasil
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