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A nau que me leva á utopia da felicidade,
tão etérea quanto o ar rarefeito,
é o amor em meu peito,
-embarcação e porto,
onde estamos ou estaremos...
Enquanto o tempo não nos separe,
ou as lides do dia,
não retarde outro encontro!
E eu tenho sonhado tantos sonhos,
de amores tão loucos,
onde navego pelo teu corpo,
onde encontro ondas mansas,
onde encontro tempestades!
E assim de sonho em sonho,
me deparo com outros nunca d'antes sonhados,
como existem mares em seu corpo!
Como existem marés em teu seio,
que me jogam com força contra teu corpo,
que me recolhem com doçura e encanto!
A nau em que me apoio,
com força de naufrago,
é a mesma em que me recolho,
para o descanso do guerreiro,
que dorme após o embate...
Sonho ou realidade?
Que importa aos meus lábios,
que guardam o gosto doce de tua boca,
que me consomem de um jeito louco!
Os meus braços,
que se fazem abraços,
a circundar-te o corpo todo,
jazem descansando, nas colchas de nosso ninho...
A nau que me leva á utopia da felicidade,
tem nome,
tem substância,
tem realidade!
Tem vontades...
E um profundo,
prolongado gozo!


26/06/2006
Edvaldo Rosa
Enviado por Edvaldo Rosa em 26/06/2006
Reeditado em 26/06/2006
Código do texto: T182847
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Edvaldo Rosa
São Paulo - São Paulo - Brasil, 55 anos
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