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DOÍ

               A ti, a mais sublime entre as sublimes
                               DOÍ

Quando nem sequer às estrelas
Minhas irmãs
Posso dizer o teu nome
Gritá-lo a mil sóis
É algo cá dentro
Que

Dói

Não te ver
Não sentir
Apenas o teu doce respirar
Magoa que se farta
Não poder a teu lado estar

Pintar um quadro imenso
Só com as minhas cores
Do arco-íris
Faltando as tuas
Sendo por isso ele medíocre
Não o que poderia ser:
Um gigantesco portento


Estar a construir a maior das fortalezas
Onde possamos esconder as nossas mágoas
E outros sentires com beleza
Para ninguém ver
Pois o tesouro é secreto
Mesmo que seja um baluarte
A céu aberto
Onde possamos sentir o vento eterno celestial
Que nos irá abençoar
Na comunhão divina
De quem se está a amar
E magoa cá dentro
Saber que vou ser o único inquilino
Com as minhas histórias
E aquilo que vou sentindo
No entanto a construção avança
Dia a dia
Até ao infinito
Um dia alguém a verá
E saberá que por amor
Te transformei num mito

Dói!
Miguel Patrício Gomes
Enviado por Miguel Patrício Gomes em 28/06/2006
Reeditado em 28/06/2006
Código do texto: T183656

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Sobre o autor
Miguel Patrício Gomes
Portugal
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Miguel Patrício Gomes