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Colina do Sol

Ah, como eu quero me perder nessas colinas
De verdades afloradas em corpos nus,
De pés descalços pisando suas areias,
De tanto encanto envolvido em brilho e luz
Nas florestas de cores vivas,  femininas,
Que escondem boitatás, sacís, botos e sereias
Cujo canto irresistível me seduz...

E entre os seixos e água cristalina
Do riacho vou sentar-me à beira
Bem distante dos olhares da malícia
E depois entrar nu na cachoeira...
Só vestir-me com o  sol, quanta delícia!

E despido de quaisquer falsos pudores
Tendo o corpo acariciado pelo vento,
Deitar no solo,  ao calor dos mil amores
De que tanta natureza me abastece,
Nos tons de um fulgurante dia que anoitece
E a alma nua faz vibrar, com tantas cores.

E fazer das suas águas o meu sangue...
E fazer de sua terra minha carne...
E fazer desse seu ar esse alimento
Que me adentra o coração e então me acalma,
Colocando-me no exílio do restante do planeta
E guardando no seu seio a minha paz e a minha alma!

Luiz Roberto Bodstein
Enviado por Luiz Roberto Bodstein em 30/06/2006
Reeditado em 13/02/2012
Código do texto: T185056
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Luiz Roberto Bodstein
Niterói - Rio de Janeiro - Brasil
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