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proclamo

apesar dessas minhas mazelas
que me tolhem e me prendem a elas,
proclamo,
te amo

apesar desses anos de idade
quando os teus equivalem à metade,
proclamo,
te amo

apesar desse olhar que duvida
e me acena com a despedida,
proclamo,
te amo

apesar desse invólucro gasto
e de algum conteúdo nefasto,
proclamo,
te amo

apesar do que te ofereço
sem saber da idéia do preço,
proclamo,
te amo

apesar de te achar a mais linda
sem saber se é pouco ainda,
proclamo,
te amo

apesar de que não te convenço
ao dizer, meu amor é imenso,
proclamo,
te amo

apesar de achares que a vida
no amor não está resumida,
proclamo,
te amo

e que a minha maior tempestade
não será te perder de verdade,
proclamo,
te amo

e que finjo ser intolerante
viver sem te ver um instante,
proclamo,
te amo

apesar de achares bobagem
o que escrevo em tua homenagem,
proclamo,
te amo

apesar de achares que minto
quando choro ao dizer o que sinto,
proclamo,
te amo

apesar desse olhar de criança
não conter toda a esperança,
proclamo,
te amo

apesar de que tudo o que fiz
eu te perca e seja infeliz,
proclamo
te amo


Rio, 24/01/2005
Aluizio Rezende
Enviado por Aluizio Rezende em 01/07/2006
Reeditado em 28/10/2006
Código do texto: T185411

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Sobre o autor
Aluizio Rezende
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
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