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Era Eu...


           I
Era eu...
Com um girassol na lapela
povoada de abelhas
e uma aurora de canários
exilada na guitarra.
Era eu
Pela viela,
menestrel e delinqüente,
conspirando com as rosas
primaveras para ti.

            II

Não notavas o poema
murmurando no arroio
e agosto declamando
temporal nos cata-ventos.
Tu te vestias de noiva
com os véus da cerração
sem saber que era poesia
a manhã passando em ti.

Distraída levitavas
sobre os trêmulos gerânios
que eu jogava na viela
pra enfeitar o teu caminho.
E, por trás do cinamomo,
te espiava, deslumbrado,
até o último acorde
dos teus passos de cristal.

Era eu o vulto errante
a seguir-te na neblina
com uma estrela na boina
e o arco-íris no olhar.
E foi tanto encantamento
que o tempo te guardou
na retina das janelas
da viela que passou.


Vaine Darde
Enviado por Vaine Darde em 04/07/2006
Código do texto: T187692

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Sobre o autor
Vaine Darde
Capão da Canoa - Rio Grande do Sul - Brasil
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