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ABRE A JANELA

Abre a janela mulher formosa!
Abre a janela porque o sol despontou,
A claridade já desabrocha como a rosa,
E a passarada, na mata, cantou.

Abre a janela mulher vestida de fogo,
Cujos olhos são brasas ardendo,
O riso cristalino como água vertendo,
Para ouvir o meu canto, o meu desafogo.

Abre a janela, debruça teu alvo colo,
Para que o Sol lance raios de desejo,
Entre as rendas onde estão teus seios,
Que me deixam iludido em devaneios.

Abre a janela e olha o céu infinito.
Ouve, do meu coração, o angustioso grito
De amor que me enche o peito como um rio,
Em seu deslizar manso e vadio.

Abre a janela, pois quero falar, te dizer
Que de tanto amar hoje sou um perdido,
Preso ao teu encanto, muito tenho sofrido,
Sem o teu amor, que posso nesta vida fazer?

(para um amigo apaixonado)
Maria Hilda de Jesus Alão
Enviado por Maria Hilda de Jesus Alão em 21/05/2005
Código do texto: T18782

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Sobre a autora
Maria Hilda de Jesus Alão
Santos - São Paulo - Brasil
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Maria Hilda de Jesus Alão