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UMA PORRADA NA CARA


Uma porrada na cara,
Depois diz que me ama
Em seguida diz que me odeia.

Meu corpo multicolor no espelho,
Cheio de marcas
Cada uma com um pouco de ti.

Minha boca seca,
A tua lembrando da minha
A minha com resquícios da tua.

Sou esse mesmo que tu vês
Esse mesmo que desliza os dedos pelo teu corpo,
Que cai de joelhos diante da tua beleza.

Sabes muito bem que freqüentas os meus sonhos mais impuros,
Sabes que dominas os meus passos
Que me eleva ao extremo do prazer com os teus lábios,
Com teus toques tão escassos.

Meu corpo teima em chorar quando se faz distante meu amor,
Minha voz opositiva a berrar,
Mesmo tendo a certeza que não ouvirás.

Sou esse mesmo que tu vês
Esse mesmo que revela que te ama
Com os olhos burros lacrimejando de emoção.

Não digas outra vez que estarás distante por esses dias,
Assim você me mata.

Meu corpo flagelado,
O teu com as minhas marcas
O meu com o teu cheiro.

Quantas vezes ainda será preciso dizer
Que tu mudastes a minha vida,
Que trouxe - lá lampejos de felicidade
Até então inexistentes.

Simples,
Amo-te.
mário cardoso
Enviado por mário cardoso em 06/07/2006
Código do texto: T188993

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Sobre o autor
mário cardoso
Campo Grande - Mato Grosso do Sul - Brasil, 31 anos
370 textos (14926 leituras)
3 áudios (241 audições)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 09/12/16 00:30)
mário cardoso