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PAPEL PRINCIPAL

Muitas vezes, fui mera coadjuvante
No teatro da nossa relação
Mesmo assim atuava confiante
Seguindo à risca meu papel na encenação

Me esforçava ao máximo
A cada apresentação
Meu desempenho estava próximo
De atingir a perfeição

Vivenciava o desenrolar do drama
Lutando ferozmente contra sua rejeição
Mas como grande dama
Nada transparecia em minha feição

Você como ator principal
Fingia não perceber todo meu esforço
Continuou com seu jeito teatral
E nem se dava conta do meu desgosto

Até que um dia,
Cansei de ficar em segundo plano
Ressuscitei toda a minha energia
Antes que descesse o pano

Fiz prevalecer minha condição de boa atriz
E me apossei do papel principal
E daquela coadjuvante tão infeliz
Sequer sobrou um mero sinal

Hoje, os aplausos são meus,
Você está nos bastidores
Com sua arrogância tudo se perdeu
E aí, começou a amargar suas dores!

Até que você conseguiu ser um bom ator
Soube mentir e  enganar como ninguém
Conseguiu fingir até sentir amor
Onde só havia sarcasmo e desdém

Só não se preparou para o fim da peça
Se esqueceu que quando se fecham as cortinas
Caem as máscaras e a verdade se manifesta
E a realidade às vezes se transforma em triste sina...!


07.07.2006
Vitória-ES
Baby
Enviado por Baby em 08/07/2006
Código do texto: T189826
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Sobre a autora
Baby
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