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APELO


Ah, Deus,
Como me incomoda, me destrói,
Tantas dúvidas e incertezas!
Como reatar as cordas da paixão,
Confiar em quem meu passado maltratou,
Por um solitário exercício de amar?

Senhor,
Cegai a luz de meus olhos,
Tirai-me do tato os sentidos,
Da boca calai-me os gemidos,
Tolhei o som das loucas mentiras,
Abandonai-me em constante padecimento,
Arrancai-me do peito este amor.

Que cega, muda, surda, insana,
Eu vague por vales escuros e frios
Até realizar de forma convicta
Que de tanto sofrer a alma se esgota,
Que nos desencontros da vida
A razão está para sempre perdida.

Mas, Senhor,
Se piedade ainda se consinta,
Assoprai-me suave esperança,
Uma pequena fagulha de vida,
Devolvei-me a carícia
Por tanto tempo esquecida.

vitória Paterna
Enviado por vitória Paterna em 11/07/2006
Código do texto: T191554
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Sobre a autora
vitória Paterna
Santo André - São Paulo - Brasil, 63 anos
133 textos (8673 leituras)
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