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VINGANÇA (BOLERO À MODA ANTIGA)



Encontrei flores descarnadas lá pela varanda,
Aço nos olhos da noite, me vem a lembrança
De que me queria apenas por brinquedo,
Me contavas tudo, menos o segredo
Que escondias fundo em seu coração...

Dançaste com quem bem quiseste, era qualquer festa,
Me fingi de tolo, até de quem não presta
Atenção ao fogo que havia em olhos
Como fogueiras ao meu redor...

Me encantei como uma criança por outra pessoa,
Me joguei sem medo na ciranda louca, doa
Ou não em quem não nos quer por perto,
O desprezo é tudo se o amor é incerto...

Amei, não foi por vingança e nem por trapaça,
Só se entrega ao sonho quer ser a caça
De quem nos procura pra nos saciar,
Fome que se mata se há o entregar...

Vinguei sem querer vingando o que era solidão,
Roupas na arara, corpos pelo chão,
Quem procura sempre há de encontrar
A nudez do desejo que veste a paixão.



Preto Moreno









Preto Moreno
Enviado por Preto Moreno em 12/07/2006
Código do texto: T192532

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Sobre o autor
Preto Moreno
São José do Rio Preto - São Paulo - Brasil
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