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unhas de mel

cortava cutículas tranqüilamente,
pensando somente naquela trepada
na qual fui usada descaradamente,
mas que me deixou com a alma lavada

cortando as unhas na calma da tarde,
não sinto o sofá nem os pés sobre o chão
tirei um bifinho, mas não fiz o alarde
que sei que faria se fosse tesão

gozei muito mesmo, gritei, gemi
agora eu pinto minhas unhas de mel
não sei porque foi que essa cor escolhi
vai ver que eu ainda me acho no céu

eu sei que é bobagem ficar me lembrando
se tem tantas coisas que devo fazer,
mas é que essa calma me invade só quando
eu tenho uma noite de inteiro prazer

até que minhas unhas ficaram legais
agora eu vou me aprontar e sair
não sei se prefiro o cabelo pra trás
mas se ele quiser, eu não vou discutir
Aluizio Rezende
Enviado por Aluizio Rezende em 14/07/2006
Código do texto: T193581

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Sobre o autor
Aluizio Rezende
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
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