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  FANTASIAS ILUSÓRIAS


Quando vens, trazes contigo a alegria...
Deito-me em teu corpo faceira e sem pudor,
esqueço da partida, a dor.
Entrego-me, desnudo a alma
nesta hora de ínfima calma.
Quero o prazer que sacia,
o desejo que alivia esta pele em furor.

Ouço juras perenes,
envoltas em carícias insolentes.
Quero tudo agora!...

Da sede, a água,
da solidão, a voz que canta e encanta,
do deserto, o oásis,
da morte a vida, 
explodindo em luzes coloridas,
que ofusquem as sombras
que vagueiam dentro de mim.
Quero tudo agora!

Antes que teus passos ecoem lá fora,
queria um tempo estagnado
para que não fosses embora...
Pois bem sei, sou princípio que passa,
presente sem futuro
passado não revelado;
fantasia de um momento,
colombina abandonada...
 
Nos lençóis inda quentes,
sou história não acabada,
parte da tua metade,
oculta face mascarada,
música sem melodia
nesta furtiva sinfonia.

O frio da realidade
açoita a falsa felicidade.
Os sonhos ora cinzentos
perdem a magia
e vestem as cinzas deste teu carnaval.
No todo do enredo, sou utopia...

Teu pequeno trecho
nos desvios das escapadas,
sou a lágrima recolhida em gemidos,
desejos escondidos.
Fantasias ilusórias
concebidas nos intervalos
deste teu vai e vem.

Sou o que te convém,
a que pouco tem,
sou nada!
                    
2006 
 

 
Anna Peralva
Enviado por Anna Peralva em 22/07/2006
Reeditado em 15/10/2009
Código do texto: T199479
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Sobre a autora
Anna Peralva
São Gonçalo - Rio de Janeiro - Brasil
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3 e-livros (572 leituras)
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Anna Peralva