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Poema 0763 - Ilusão




Engano-me quando não falo da ilusão,
pareço esquecer que não conheço o amanhã,
procuro nas luzes, um sol, no branco, uma lua,
o dia seguinte começa a sorrir antes de acordar.


Quero viver e não apenas viver,
careço dos sonhos que um dia li em algum lugar,
ignoro os pesadelos que me deram esta realidade,
a ilusão me deixa cego por algum motivo.


Caminho lento por minhas ruas da vida,
poderia correr, mas não devo,
quero me encontrar naturalmente qualquer dia,
mesmo que este dia já tenha perdido no passado.


Ontem eu não levantei a cabeça por medo,
esperei um presente que não chegou,
um mundo que desenhei nas noites insones,
era maravilhoso e maravilhosamente enganoso.


Gosto desta liberdade acompanhada,
junto os pedaços de todos os dias e faço o futuro,
idealizo juras, monto altares na minha imaginação,
sou um tolo, talvez, mas um tolo certo da felicidade.


Sou a ilusão que um dia comprei no mercado da vida,
construí meu mundo de forma que só me cabe e mais um,
um alguém que me queira, que me ame apenas,
então e só então vou falar de amor.


25/07/2006
Caio Lucas
Enviado por Caio Lucas em 26/07/2006
Código do texto: T202559
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Caio Lucas
São Paulo - São Paulo - Brasil, 68 anos
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Caio Lucas