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Assopre vento

A madrugada avança
Por instante o vento
Empurra o véu que lhe encobre
E uma fresta aparece

E seu brilho tênue
Ela apenas espreita
Mas nada de flertar-me
Levando-me à fleuma

Corro para o alto
Donde mais perto
De ti posso ficar
E deixo meu coração proclamar

E o vento abre outra fresta
Mas você nem pode olhar
Reclamo ao vento
Ignoro o céu

Oh! Deus
Por que tanto me castigar
Por ter me dado esta vida
Se não a posso observar

Concebeu as nuvens
Agora estas vivem a apagarem
O brilho que seria para iluminar
Melhor o inverso seria

Assim nada poderia embaraçar
E todas as noites eu teria
A minha amada para cortejar
E nos meus braços embalar

Mas entendo que nada posso mudar
E se o fizesse certamente iria magoá-la
Arrancando os seus véus
E sem graça ficaria apagando o luar

Por isso que clamo ao vento, continue a assoprar.
Para que novas frestas se abram
E assim eu a veria, meu coração sorriria.
Só por saber que lá esta

Robert Jorge
Enviado por Robert Jorge em 29/07/2006
Código do texto: T204973
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Sobre o autor
Robert Jorge
São Paulo - São Paulo - Brasil
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