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Ainda o Amor

Pela sua aparência não foi fácil de escutar
que a nossa residência no subúrbio vai ficar.

Meu bem, eu não sou banqueiro nem sou dono de armazém.
Nada se faz sem dinheiro, sem ele a gente é ninguém.

Vem chegando o dia em que temos de anunciar,
temos de deixar saber que a gente vai casar.

Sendo simples, paga um preço; se com luxo, é muito mais...
E a igreja que eu conheço é a que mais barato faz.

Mas, meu amor, o jeito é se conformar.
A vida é assim e a tendência é piorar.
Não jogue fora a esperança, por favor,
pois tudo se alcança, ainda mais quando há amor.

Moradora de mansão você vai deixar de ser.
Mas também num barracão nós num vamo se esconder.

No início, é bem verdade, osso duro de roer.
Mas com força de vontade tudo a gente pode ter.

Haja a luta que houver, nós vencemos muito bem.
Você sabe como é o amor que a gente tem.

Pela sua aparência, não gostou do que falei.
Mas foi só conveniência, pois você encara, eu sei.

Então, vem, amor, e não se deixe amedrontar.
A vida é assim, mas sempre pode melhorar.
Não jogue fora a esperança, por favor,
pois tudo se alcança, ainda mais com nosso amor.
Aluizio Rezende
Enviado por Aluizio Rezende em 30/07/2006
Código do texto: T205318

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Sobre o autor
Aluizio Rezende
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
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