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Poema 0770 - Bela



 

 

Bela, a mulher que passa feito luz,

a água que escorre seu corpo branco,

as listras que o sol faz através do telhado aberto,

por onde a lua volta à noite para beijar seus olhos.

 

 

Bela, a menina que corre em campo de trigo,

com braços abertos esperando o vento

como se fosse cavalo alado,

seus pés pisam a terra tão leve como pluma.

 

 

Bela, quando caminha de volta a cama,

seu nu aparece à meia-luz, abaixo da cintura,

as curvas do corpo roubam meus olhos,

e me beijam, me beijam com boca de desejo.

 

 

Bela, amanhece junto com o raio na janela,

frestas douradas de calor que mostram seus cabelos,

macia, como de um anjo abandonado na terra,

poderia ser simplesmente prazer, para o prazer de amar.

 

 

Bela, como pedra avermelhada no fundo da terra,

quente como rubi, luzes com brilho de cristal,

cor de carne, mãos visitantes dos meus membros,

perola pura, de emoção como um mar revolto.

 

 

Bela, corpo, alma, sabor de pecado bruto,

minha quando as portas se fecham à noite,

sempre inteira como um sonho de mago,

amor como só o amor consegue ser amante.

 

 

Bela, bela...

 

 

02/08/2006

Caio Lucas
Enviado por Caio Lucas em 02/08/2006
Código do texto: T207491
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Sobre o autor
Caio Lucas
São Paulo - São Paulo - Brasil, 68 anos
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