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Poema 0771 - Desenho de mim




Faço a palavra, desenho a imagem,
sorrio mais e mais do nada,
salvo meus segredos jogando-os no rio,
deixo as águas lavar o silêncio d’outra noite.

 
Deixo uma marca onde quer que eu vá,
roubo o beijo antes do bom-dia,
volto muitas vezes e mostro-me feliz,
abro meus braços e agarro um coração.

 
Eu confio e aproveito o descuido da paixão,
não gero um amor qualquer,
sem pensar é que faço o melhor,
se não consigo, volto, voltam muitos outros dias.

 
Quero rabiscar a felicidade em um papel,
como se ainda fosse criança, dizer nada,
sentir frio enquanto tomo sorvete,
gritar no meio da madrugada depois do sonho ruim.

 
Hoje vou sentar na beira da calçada,
ver os carros, ouvir buzinas, cheirar fumaça,
depois olhar pro céu e falar sozinho,
chamem-me de louco, não importa, sou menino.


Faço qualquer coisa quando estou apaixonado,
deixo a verdade gritar na porta da rua,
até que derrubem os muros de brinquedo,
onde deixei escrito um bilhete de despedida.


Não me apontem com seus dedos sujos de mentiras
vou perder a vergonha de sonhar,
gritar qualquer coisa que me faça feliz,
preciso me sentir livre para fazer um mundo só meu.


02/08/2006
Caio Lucas
Enviado por Caio Lucas em 02/08/2006
Código do texto: T207492
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Caio Lucas
São Paulo - São Paulo - Brasil, 68 anos
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Caio Lucas