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Pudera eu!

Pudera eu, mostrar-lhe o que sinto com imagens.
Ó belo Rio, serias o escolhido!
Você meu velho malandro
Que foste desenhado, não por um arquiteto,
Mas por um boêmio apaixonado
Que deu à beleza um certo toque charme
Como se num sonho pintasse a escolhida
Alinhando o amor ao desejo da linda mulata
Usaria você, terra das praias,
terra do corcovado, terra do samba,
terra do Cristo que te abraça,
terra dos orgulhosos cariocas.
Para, como numa projeção do também
belo cinema mudo,
pudesse, somente com tuas paisagens,
representar meu sentimento.

Pudera eu, mostrar-lhe o que sinto com sons.
Ó bela Bossa, serias a escolhida!
Não muito para me satisfazer,
Nem mesmo ao mais técnico dos músicos,
Um leve, mas qualificado toque ao violão basta a ti.
Pois você, que vem não d’outro lugar senão da alma, é única.
Com aquela calmaria que lhe é de costume,
com aquela verdade e simplicidade que de teus versos cantam,
Não me deixaram outra escolha!
Seria sim, meu sentimento comparado com glórias
Ao fiel pandeiro da roda samba,
Ao batuque forte dos terreiros,
Ao fino toque do violino.
Mas você, minha princesa, é perfeita.
Para, como se no vazio da solidão
sua vozinha delicada surgisse
para me acariciar com um suave “eu te amo”.

Pudera eu, mostra-lhe o que sito com sensações.
Ó belo carioca, serias o escolhido!
Malandro nato, bamba de samba, boêmio e poeta!
Teu pranto e sorriso fácil,
Me renderiam valiosas poesias.
Mas quero-te, apenas para dar a amada
A amostra de um sentimento que lhes é familiar.
Quando mistura, mesmo que na dificuldade,
a lágrima ao sorriso farto de felicidade!
A felicidade de desfilar pela tua escola de samba.
A felicidade de ir pro Maraca torcer pelo melhor time,
que sempre serás o teu, é lógico,
A felicidade de abraçar o estranho
com os pés postos na areia, em Copacabana,
saudando o ano que chega!
Por ter o sentimento a flor da pele,
que te escolho, parceiro!
Para, como num desfile perfeito tua escola,
numa final ganha pelo teu time ou
num reveillon inesquecível,
você, amada, me desse teu sorriso.
RAFAEL DE SÁ BASTOS
Enviado por RAFAEL DE SÁ BASTOS em 04/08/2006
Código do texto: T208718
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Sobre o autor
RAFAEL DE SÁ BASTOS
Duque de Caxias - Rio de Janeiro - Brasil, 34 anos
2 textos (68 leituras)
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RAFAEL DE SÁ BASTOS