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Prodigalizei

“Nunca entregue a liberdade que você ao longo de sua tem conseguido”

De esgrime fiz leis
E tudo eu conquistei
Mas de que valera
Se nunca tive você

Questionando as conquistas
Que a vida pudera proporcionar-me
Os caminhos que percorrera
Os amores os quais  vivera

Tanta liberdade em vão
Tanto desejo no coração
Em busca da liberdade de mim eu esqueci
E somente agora descobri que  livre serei quando eu te ter

Dos teus braços abortei
Liberto, viajante por horizontes eu vaguei.
Na busca da liberdade sonhada
Nas leis, nos oceanos, nos mares, nos rios eu a busquei.

Mas o tempo malogrou
E derradeira á jornada se tornou
O desejo da busca em aprisco tudo transformou
E a essência da vida eu deixara de viver

Encostado num aclive o futuro jazigo
O ar rarefeito faz-me sonhar
Com os braços inabaláveis
Nos quais eu podia descansar

De espírito alucinado vago pelo mar
Sinto as escumas acariciar-me
E as ondas, as ondas relembram as madeixas,
Desejo e saudades de afagá-las se confundem

Neste devaneio
Ressinto a sua essência no ar
Nos teus braços carinhosos,
O coração se deixa embalar

Apesar deste não ter asas
Mas sonhos, sonhos são imaginários,
E nestes voamos além do condor
E neste vôo inusitado, inumerável...

Vitorioso sobre á ave de rapina
Encontro-te,
E ante da minha amada
Eis de olhos cintilantes

Boca exuberante
Lábios saciáveis, concupiscência esbraseada,
Tomo-a nos braços
De peito cerrado ao seu

Entrego-me
Os desejos transformam-se em gemidos
Rasgando-me pelo céu
Numa trasladação infinita

Tal qual as estrelas-cadente
Errante, viajante dos mundos,
Intentona preenchida
Atinjo o apogeu

Esmorecido aterrisso
No mais alto cimo
Com o sol no poente
O dia finda

Ao horizonte
A dama de prata exuberante surge
Altiva e com brilho áureo
Conduz as estrelas em teu rastro

Os corpos extasiados, entrelaçados, suspirados...
Deixam-se está os banharem
Corações conexos afagos trocam
Sob a mais bela lua cheia

E na aura que do sul sopra tomado pela afrodisia
Entrego-te á alma fugitiva
Que liberta desejou ser
Por não compreenderes que liberto és que tem

Nos sonhos sobre o intangível triunfei,
Mas, Liberto nos teus braços nasci.
Liberto foram os instantes em que eu nestes vivi
Liberto eu deixei de ser no instante em que destes cerrei
Robert Jorge
Enviado por Robert Jorge em 04/08/2006
Reeditado em 22/08/2009
Código do texto: T209332

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Sobre o autor
Robert Jorge
São Paulo - São Paulo - Brasil
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