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DÁDIVA E COLHEITA

Dá-me tuas mãos gélidas.
Dádivas pra quem colhe
cachos de uvas.
Doces, luzidios azeviches
deitados em velhos cestos.
Cernes trançados ao tempo
dos incestos de infância.

Dá-me tuas mãos pulsantes,
suadas de noturnos orvalhos.
E encosta no meu rosto pálido
o gêmeo colo das maçãs.

Dedos entrelaçados
nunca produzem vinagres.
É doce o suor das vinhas
e o sumo das maçãs.

Tudo ao tempo de colheitas.

– Do livro BULA DE REMÉDIO. Porto Alegre: Caravela, 2011, p. 59.
http://www.recantodasletras.com.br/poesiasdeamor/212909
Joaquim Moncks
Enviado por Joaquim Moncks em 09/08/2006
Reeditado em 15/08/2013
Código do texto: T212909
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Joaquim Moncks
Porto Alegre - Rio Grande do Sul - Brasil, 70 anos
2581 textos (709719 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 07/12/16 20:24)
Joaquim Moncks