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Tormentas de amor

Agora eu posso falar de meu sonho
Com toda segurança do mundo
Seja por sincretismo ou por não acreditar
Em nada, meu sonho é você, amada.
 
Como chuva fina que sobre a grama cai
Alagando rios e lagos, vai levando tudo
De roldão e traga no rodamoinho do peito
Deste poeta sôfrego, amante de seu coração.
 
Sem ter a certeza em que mar desaguar
Ou em que lugar se pode transformar
Como o rio que em mar se torna
Em forma de paixão para navegar
 
Mas que vive a certeza de seu curso
Da queda-d’água, da agitada correnteza...
Do vôo livre das aves de rapina
Do reflexo do doce olhar da menina
 
De ser acolhido por onde se estende
De passar por tálamos tortuosos
De oscular os declives ornamentados
De afagar os bosques dos prazeres.
 
De percorrer limpo e translúcido
Ou de se submergir na poluição
De ser reprimido e cuidado com paixão
Ou por fim no oceano da flora dissolvido
 
Quero ser o regato, como essa ilusão,
Desse temporal de amor para lhe dar
Que derrama no meu peito em soluços
Torrente carregada de paixão para lhe amar.
R J Cardoso
Enviado por R J Cardoso em 16/08/2006
Reeditado em 23/01/2007
Código do texto: T217601
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
R J Cardoso
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
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R J Cardoso