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Poema 0787 - Meu mundo




Meu mundo é uma estrada de curvas e realidades,
tem paradas certas de verdades, algumas mentiras,
as vozes soam em torres altas e fortes, vezes, sombrias,
quando a injustiça queima a pele dos homens-escravos,
os sinos calam no meio do dia paralisando a fé.


O dia amanhece depois que o sol acorda no leito,
muitas vezes se esconde atrás dos muros silenciosos,
o medo corre frio pelas veias sem sangue,
até que as chatices pulam na frente do carro da saudade,
e falam, dizem em prosa dos dias que um deus não voltou.


Tentarei sentir-me capaz, se não notarem minha falta,
não quero ser o pai, nem mesmo o filho de algum rei famoso,
não deixarei que amputem as idéias de extrema liberdade,
não sou esperança de nada que não vem de um céu,
fugirei com a vida a cada ataque pelas costas e volto mais tarde.


Não sou masoquista, o arrependimento que bata noutra porta,
não quero ajuda, quebrem os portões do falso paraíso,
minhas feridas cicatrizam todas as noites depois de fazer amor,
nem sei como as pessoas me aceitam, não preciso que acreditem,
coloco uma porção de tolerância debaixo do travesseiro e durmo.


Meus sentimentos repousam na paz de um mundo só meu,
sou feito de interiores, sangue de paixão, pele de sol, olhos de lua,
os suores têm o sal da terra, água das montanhas que descem do céu,
nas mãos carrego o salvo-conduto dos incautos,
nos desejos peço o fim das milhares de guerras imbecis.


21/08/2006
Caio Lucas
Enviado por Caio Lucas em 21/08/2006
Código do texto: T221592
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Caio Lucas
São Paulo - São Paulo - Brasil, 68 anos
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Caio Lucas