Capa
Cadastro
Textos
Áudios
Autores
Mural
Escrivaninha
Ajuda
Textos
Texto

AGORA NÃO ADIANTA CHORAR

SOU O TEU DESEJO
O VENENO
SOU A DISTÂNCIA DA TUA DOR
O INÍCIO DA PARTIDA
SOU O TEU ABISMO
QUANDO CAI EM APUROS
SOU A TUA ALEGRIA DA CHEGADA
A TRISTEZA DA DESPEDIDA
SOU O TEU MEIO-DIA
O HOMEM DA MADRUGADA
SOU A JANELA SEM VIDROS
O VASO SEM FLOR
SOU O PÁSSARO SEM ASAS
O CEGO SEM A GUIA
O PARASITA QUE VOA
SOU A ESTÁTUA QUE CAMINHA
O POMBO QUE VIGIA
QUERO O RETORNO DA VIDA
SEM DIREÇÃO DA MORTE
SOU O TEU SUL
NÃO EXISTE O NORTE
SOU A PEDRA CAMINHANTE
O TEU CAVALO FALANTE
QUERO GRITAR
BEM ALTO
ONDE ESTOU?
NÃO TENHO MAIS CÉREBRO
ELE PAROU!
SOU A TUA UTI
O TEU OXIGÊNIO
SOU O TEU CASTIGO
A IDENTIDADE
E A TUA FELICIDADE
EU, SOU EU
OLHE ESSE CORPO
ATIRADO E MORTO NA AVENIDA
AGORA NÃO ADIANTA CHORAR
CANSEI DE PEDIR
PARA VOCÊ ME AMAR



***ESSA POESIA DEDICO, A UM LEITOR E AMIGO MEU,
GILBETO SOUZA***

 
Milton Nunes Fillho
Enviado por Milton Nunes Fillho em 22/08/2006
Reeditado em 22/08/2006
Código do texto: T222369
Classificação de conteúdo: seguro
Enviar por e-mail
Denunciar

Comentários

Sobre o autor
Milton Nunes Fillho
Porto Alegre - Rio Grande do Sul - Brasil, 55 anos
1141 textos (460562 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 10/12/16 18:35)
Milton Nunes Fillho