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Poema 0791 - Fim do mundo




Que venha o fim do mundo, nem ligo,
não sou eu que apago o sol,
nem quem acende a lua depois das seis,
fico aqui esperando qualquer dia pra morrer.
 

Não me importa que a chuva seja forte,
pode até ser tempestade das boas,
com vento que sopra os telhados
ou daquelas que faz a noite esfriar.


Sou um sujeito homem muito dos bons,
pergunte aquele lá de cima, esse não,
o outro, o meu pai-do-céu,
o que fez esse mundo e deu pra nós.


Não me aflijo com qualquer guerra,
não sei brigar, nem mesmo falar direito,
pode me chamar de caipira, sou sim,
importa é se ela não vem na noite que faz frio.


É, mesmo assim estou preocupado com o mundo,
tudo parece bonito por fora, mas está pobre,
 os homens carentes, as mulheres doentes de amor,
parece que o amor foi esquecido fora do coração.


Faça o melhor, mesmo depois do sol apagar,
deixa que a lua venha e pluma no céu do seu gosto,
faz que brilhe o branco de paz nos seus olhos
até que na sua alma pouco a pouco cresça amor.


Não sou deste mundo revolução, não participo dos buuns,
que explodam seus desejos de terra, de poder idiota,
risca no chão seu pedaço em roda dos seus pés,
é do pó que veio, é o pó que vai herdar.

23/08/2006
Caio Lucas
Enviado por Caio Lucas em 23/08/2006
Código do texto: T223443
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Caio Lucas
São Paulo - São Paulo - Brasil, 68 anos
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Caio Lucas