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Divagando sobre o amor

Pego-me refletindo aqui.
Porque as pessoas teorizam sobre escrever sobre o amor?
O que não se teoriza, escreve-se, sente-se.
Às vezes tenho vontade de simplesmente sair escrevendo, sem me deter com ordens, desconexa, sem preocupar-se com vírgulas, versos, reticências, exclamações, interrogações, sem precisar procurar a palavra certa para a frase correta, escrever simplesmente.

Divagar sobre sentimentos, falar sobre nós, nosso sentimento, nossa alma. Não me importando se hoje estou ou não inspirada, com ou sem afazeres ou compromissos que me impeçam de escrever, somente divagar sobre o amor, a forma como transmite, a sonoridade como elas ecoam a você, deixar que as palavras saiam sozinhas, como se criassem vida própria.

Falar simplesmente eu o amo e talvez até complementar que sinto muitas saudades suas, sem que para isso precise ficar a sós com minhas idéias, vasculhar a minha alma, lembrar de fatos marcantes.
Divagar dispensa qualquer busca de palavras, elas simplesmente saem, soam, ecoam soltas. Não necessitam de vocábulos para exteriorizar o que vem de dentro do meu coração, pois o sentimento é puro, sincero, não necessita de roupagens, máscaras para demonstrar seu real significado.

Amar você é só isso que importa. Palavras simples, mas com tantos significados. Representam uma soma imensa de sentimentos abrigado no meu coração, de afeto, de querer seu bem, na minha alma, na minha mente, na minha vida, no meu corpo, nos meus lábios. Parece tão pouco falar assim, frases desconexas, parecem sem sentido, mas sei que sabes tão bem quanto eu que fazem todo o sentido do mundo. Creia-me eu o amo do fundo da minha alma.

Até pareço um ventríloquo falando assim, mas, sabe amor, muitas pessoas não sabem ou tem medo de expressar o que sentem, são inseguros, tem vergonha por acharem que estão banalizando esse lindo sentimento que é o amor. Infelizmente o ser humano esta tão fadado a misturar seus sentimentos, muitas vezes até confundindo com ciúmes, descrença, cansaço, tristeza, desanimo, falta de esperança, sentimento de posse, como se o amor fosse submissão. Eles confundem tudo.
Alguns acham que amar é escravizar, renunciar a tudo, até ao próprio individualismo. Outras temem em serem amadas ou amar, e outras tantas simplesmente não conseguem amar. Não se doam, não se entregam, não acariciam o coração. Gostam somente de receber, mas esquecem que amar é uma via de mão dupla, para amarem antes de tudo precisam se sentir amadas por eles próprios, para depois amarem outros. Infelizes pessoas que pensam dessa forma, pois perdem o carinho, o abraço afetuoso, o sorriso e até mesmo o direito de sentirem o amor.

Mas voltando a nós, pois esse não é o nosso caso, pois amamos por nós na sua forma mais plena e verdadeira, e também por mais inúmeras outras almas.
Quero falar com a boca cheia o quanto o amo, sem me preocupar se estou o sufocando com esse sentimento benéfico. Contar sobre minhas vontades, meus temores, minhas fantasias mais secretas, escrever sobre os meus mais sinceros sentimentos, com ou sem rimas, mas que expressem tudo que vai dentro do meu coração e da minha alma.
Quero ver o brilho de seus olhos em cada frase escrita, em cada leitura sentir a emoção do seu coração pulsando mais rápido. Quero apenas e tão somente poder falar sobre todos os sentimentos bons ou não, apimentados, com gostinho de avelã, quem sabe até sobre um lindo luar, um mistério, sobre o pôr-do-sol, das flores, do sorriso, das estrelas no céu, da brisa, de D’us, do vento, do anoitecer, do mar, de um bolero de Ravel, ou até mesmo sobre um clássico de Chopin. Falar, divagar, escrever poeticamente ou não, e entremear entre uma rosa e um beijo, um eu amo você!

Sandra Wajman Gruner
Sandra Wajman Gruner
Enviado por Sandra Wajman Gruner em 25/08/2006
Código do texto: T224704
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Sobre a autora
Sandra Wajman Gruner
São Paulo - São Paulo - Brasil, 54 anos
116 textos (7134 leituras)
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