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Dia turvado

Não existem horas
Sendo que não existe principio nem fim
Não existem estrelas
Pois não existe céu
E não existem noites
Por que não existe o sono

Não há como caminhar
Pois não existe chão
Não há como observar
Pois não existe luz
Não como imaginar
Pois não existe esperança

Não se pode respirar
O ar é envenenado com o destilo da cobra
Não se pode nadar
O mar esta turvo, com o sangue de Deus
Não há como sorrir
Meu rosto não passa de uma cera disforme

E são assim
Sem você
São assim, sem você
Seguem cada qual, como uma escuridão distinta
Mestre da dor já me tornei
Mas pricipiante na alegria eu sou
Pois só vivo, sem ti
A cada dia sem sol, cada poema sem luz
Cada passo sem rumo...


Gustavo Franco
Enviado por Gustavo Franco em 25/08/2006
Código do texto: T225226
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Gustavo Franco
São José dos Campos - São Paulo - Brasil, 27 anos
51 textos (2050 leituras)
1 áudios (22 audições)
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