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DE CÁ ONDE ESTOU


De cá onde estou remeto aos ares,
Arqueiro, centauro,
Torpedos, cantares,
Palavras com asas, puídas, podadas,
Romances escrevo na pele dos mares,
Os peixes serão personagens profundos,
Amantes, escamas, de mim oriundos,
Oceanos celestes em barcos-vapores,
Eu canto os amigos, eu canto os amores,
Escrevo-te esta, em densa floresta,
Pés de corações, de bichos-papões,
Apenas por rima não vale casar-se nem com uma prima,
De cá onde estou eu lanço esses dardos,
Pigmeu de gibi, fantasmas amados,
Palavras são feras sem freios nas bocas,
Algumas ponderam, tantas outras são loucas,
Te amo, te quero, desejo-te já,
Em doce pudim, gostoso cajá,
De cá onde vivo te mando esse trigo,
Um vento de milho, um fogo de brilho,
Me ame, me queira, me chame, me vá,
Me diga verdades que no mundo não há,
Esfera que letro com trêmulas letras,
Nascente bezerro mamando em tetas,
Dos deuses fui vindo, de Zeus um pingo,
Por detrás das cortinas o Éden vem vindo,
De cá canto eu epopéias humanas,
Ocultas viagens, estradas insanas,
De cá onde sou o futuro me chama,
De cá onde estou sei que você me ama.




Preto Moreno



 
Preto Moreno
Enviado por Preto Moreno em 26/08/2006
Reeditado em 04/09/2006
Código do texto: T225753

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Sobre o autor
Preto Moreno
São José do Rio Preto - São Paulo - Brasil
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